Lula 52,3 milhões: Início de novo tempo
À guisa de conclusão: um julgamento


Textos de Paulo Cannabrava Filho*

Introdução A questão
política
Cenário
internacional
Crise econômica Saídas para o
desenvolvimento
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Ninguém fez
mais dano a este país que Fernando Henrique Cardoso
O sociólogo Fernando Henrique Cardoso, certamente ficará na história como o governante que mais danos produziu ao país depois de Tomé de Souza (o primeiro governador geral do Brasil colônia (1549-1553).

Mas, levará um tempo para que isso ocorra. Ele conquistou a mídia, fez bonitos discursos no cenário internacional, trabalhou de tal forma em favor do sistema que certamente os organismos internacionais o protegerão. Kofi Hanan, secretário geral da ONU já lhe ofereceu um novo emprego para quando deixar a Presidência da República. Os Estados Unidos tampouco o deixarão desamparado. Além disso, o novo governo, preocupado com a governabilidade, certamente tentará atrair os melhores quadros do PSDB para sua base de apoio e isso o levará a evitar retaliações ao governo derrotado. Vale portanto, deixar aqui o julgamento de um intelectual com tantos diplomas quanto os de Fernando Henrique, mas que não tergiversou para gozar das benesses do sistema.

 O professor Fábio Konder Comparato, idealizador e diretor da Escola de governo da USP (Universidade de São Paulo), analisando o período fernandista, prega que FHC deveria ser julgado por um Tribunal Popular por seus crimes de traição à pátria. Em uma longa análise do período, em entrevista publicada no Jornal Sem Terra, em março de 2001, o professor que também é doutor em Coimbra e em Paris, considera que “a grande responsabilidade do governo Fernando Henrique Cardoso não é ter levado a uma piora da situação econômica e social do país. [...] o que constitui um crime histórico, notável na história brasileira, foi a entrega desse país ao estrangeiro, de pés e mãos atados. [...] Esta é uma ação infinitamente mais danosa que todas as corrupções. [...] Mas, a alienação do país, a submissão do país ao estrangeiro é um crime de conseqüências incalculáveis, de modo que se um dia, o que eu espero, nós viermos a ter um governo de reconstrução nacional, é indispensável que todos esses homens, se ainda estiverem em vida, que eles sejam processados perante um tribunal popular e condenados a indignidade nacional. Se eles já tiverem morrido, os atos deles serão julgados e a memória deles deve ser marcada com esta condenação de indignidade nacional.”