Erik Alfred Leslie Satie

(1866-1925)

 

Estranho, fascinante, incomum, Satie, 
que nasceu "muito jovem num tempo 
muito velho", resiste a qualquer rótulo. 
Satie não pode ser inserido em qualquer 
escola, ou estilo, ou tempo, já que a 
originalidade absoluta não pertence a 
nenhuma escola, nenhum estilo, nenhum 
tempo.

Religiosidade, misticismo, esoterismo, 
romantismo, sarcasmo, "non-sense", 
absurdo, tudo isso é encontrado na 
música de Satie.

 

 

Considerando-se as obras de Satie cronologicamente (1886-1925) a sua sucessão frequentemente parece pertencer a departamentos completamente novos. Duas peças soarão tão absolutamente diferentes, a ponto de parecer que não foram compostas pela mesma pessoa. Por outro lado, aqui e ali, peças em sucessão são tão parecidas, algumas vezes quase idênticas, como que para trazer à mente exposições anuais de pintores, e permitir aos musicólogos discernir períodos estilísticos.

(John Cage)

  • "Mostrem-me algo novo, que começarei tudo outra vez", Satie costumava dizer. E fez. Foi um precursor exponente de diversas tendências e desenvolvimentos importantes do século XX: bitonalidade, politonalidade, harmonia não triádica, jazz, "musique d'ameublement" ( que seria a precusora da música ambiente). Adotou tsmbém uma técnica desafiadoramente modernista e colocou títulos esdrúxulos em suas peças.

  • Satie é relevante? Para interessar-se por ele, é preciso ser desinteressado para começar a aceitar que um som é um som e um homem é um homem, desistir de ilusões sobre idéias de ordem, expressões de sentimento e todas as nossas outras armatilhas estéticas herdadas. Não é uma questão de relevância. Satie é indispensável
     (John Cage)


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